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Como surgiram os consórcios no Brasil? História, evolução e mercado em 2026

O consórcio, como conhecemos hoje no Brasil, nasceu:

no início da década de 1960.

O contexto era bastante diferente do atual.

A indústria automobilística brasileira estava:

se consolidando.

Havia:

  • produção crescente de veículos;
  • forte desejo de consumo;
  • poucas alternativas de crédito de médio e longo prazo para pessoas físicas;
  • financiamento ao consumidor ainda pouco desenvolvido.

Foi nesse cenário que grupos de consumidores começaram:

a reunir recursos mensalmente para comprar bens em conjunto.

A lógica era simples:

cada participante contribuía periodicamente para um fundo comum.

Com o dinheiro acumulado:

determinados participantes recebiam o direito de adquirir o veículo.

Essa escolha podia ocorrer:

por sorteio.

Com a evolução do sistema:

o lance também passou a fazer parte da dinâmica de contemplação.

A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios — ABAC — considera:

setembro de 1962

como o marco do primeiro consórcio brasileiro moderno.

Segundo a entidade:

um grupo de funcionários do Banco do Brasil se reuniu para adquirir automóveis.

O Banco Central também registra que, nos anos 1960:

funcionários ligados à Associação Atlética Banco do Brasil — AABB — organizaram um mecanismo de autofinanciamento

em que contribuições mensais permitiam a compra de bens para os participantes, inicialmente com contemplação por sorteio.

Mas existe:

um detalhe histórico interessante.

Experiências coletivas de aquisição de bens:

já existiam antes de 1962.

Um estudo publicado pela Procuradoria-Geral do Banco Central cita:

o Clube de Mercadorias, criado em 1917.

Esse grupo teria:

120 participantes

e realizava:

entregas mensais de bens por sorteio.

Por isso, a forma mais precisa de contar essa história é:

1962 marca o nascimento do Sistema de Consórcios brasileiro moderno, mas existiram experiências de compra coletiva anteriores.

A modalidade cresceu rapidamente.

Nos anos seguintes:

  • surgiram administradoras;
  • montadoras passaram a enxergar o consórcio como canal de venda;
  • o modelo chegou aos caminhões;
  • depois às motocicletas;
  • eletroeletrônicos;
  • imóveis;
  • serviços;
  • máquinas;
  • outros bens.

Hoje:

o consórcio não é mais uma solução restrita a quem quer comprar um carro.

Em 2026, existem grupos ligados a:

  • veículos leves;
  • motocicletas;
  • caminhões;
  • máquinas agrícolas;
  • imóveis;
  • eletroeletrônicos;
  • bens móveis duráveis;
  • serviços;
  • outras categorias previstas em lei e contrato.

E o tamanho do sistema:

mudou completamente.

Em agosto de 2026:

13,55 milhões de participantes ativos

estavam em grupos de consórcio no Brasil.

Entre janeiro e agosto:

3,82 milhões de novas cotas foram comercializadas.

O volume de créditos negociados atingiu:

R$ 389,59 bilhões.

As contemplações somaram:

1,18 milhão.

E os créditos disponibilizados alcançaram:

R$ 85,72 bilhões.

Portanto:

os antigos números de 3 milhões de consorciados e R$ 14 bilhões anuais ficaram totalmente ultrapassados.

Outro ponto que precisa ser corrigido:

consórcio não é poupança.

Embora historicamente a modalidade tenha sido descrita como:

“poupança coletiva”

ou:

“poupança com objetivo definido”,

essa linguagem pode gerar confusão.

O consórcio é:

autofinanciamento coletivo.

O participante assume:

uma obrigação contratual dentro de um grupo.

Ele não possui:

uma conta individual com livre saque dos valores pagos.

Também não existe:

rentabilidade como em uma aplicação financeira.

Por isso:

consórcio pode fazer parte de um planejamento patrimonial, mas não deve ser classificado tecnicamente como poupança ou investimento financeiro.

Atualizado em 20 de outubro de 2026 · Leitura de aproximadamente 17 min · Conteúdo informativo

Resposta rápida

O Sistema de Consórcios moderno surgiu no Brasil:

em 1962.

A ABAC considera:

setembro daquele ano

como marco da criação do primeiro consórcio brasileiro moderno, organizado por:

funcionários do Banco do Brasil interessados na aquisição de automóveis.

O Banco Central registra também a atuação:

de funcionários ligados à AABB nos anos 1960

na criação de um mecanismo de autofinanciamento semelhante ao sistema atual.

Mas:

a compra coletiva de bens no Brasil possui precedentes anteriores.

Em 1917:

o Clube de Mercadorias

já reunia cerca de:

120 participantes

e fazia entregas de bens:

por sorteio.

O consórcio moderno cresceu inicialmente:

junto ao mercado de automóveis.

Depois:

se expandiu para diversos setores.

Em agosto de 2026, o sistema possuía:

13,55 milhões de participantes ativos.

Os principais segmentos eram:

  • veículos leves: 5,63 milhões;
  • imóveis: 3,34 milhões;
  • motocicletas: 3,33 milhões;
  • veículos pesados: 936,38 mil;
  • eletroeletrônicos e outros bens móveis: 174,25 mil;
  • serviços: 138,38 mil.

Isso mostra:

como uma solução criada inicialmente para aquisição de automóveis se transformou em um sistema nacional de autofinanciamento coletivo.

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Neste artigo

  1. Quando surgiu o consórcio no Brasil?
  2. O primeiro consórcio foi criado em 1962?
  3. Existiam experiências antes disso?
  4. O que foi o Clube de Mercadorias?
  5. Qual a participação dos funcionários do Banco do Brasil?
  6. A AABB participou da origem?
  7. Por que o consórcio surgiu?
  8. A indústria automobilística influenciou?
  9. O Fusca teve relação com a popularização?
  10. Como funcionavam os primeiros grupos?
  11. Já existia lance?
  12. Quando surgiram as primeiras administradoras?
  13. Quando surgiu a ABAC?
  14. Quando o sistema começou a ser regulado?
  15. Como o consórcio evoluiu?
  16. Quando chegaram os caminhões?
  17. Quando surgiram os consórcios de motos?
  18. Quando os imóveis passaram a fazer parte?
  19. Quando surgiram os consórcios de serviços?
  20. Quais categorias existem atualmente?
  21. Quantos participantes existem em 2026?
  22. Quanto o sistema movimenta?
  23. Quanto representa na economia?
  24. Consórcio é poupança?
  25. Consórcio é investimento?
  26. Consórcio é financiamento?
  27. Como funciona atualmente?
  28. Como ocorre a contemplação?
  29. Como funciona o lance?
  30. É possível usar FGTS?
  31. Quando pode fazer sentido?
  32. Quando pode não fazer sentido?
  33. Perguntas frequentes

Quando surgiu o consórcio no Brasil?

O marco histórico mais utilizado para:

o Sistema de Consórcios moderno

é:

setembro de 1962.

Segundo a ABAC:

foi nesse período que surgiu o primeiro consórcio brasileiro oficialmente identificado dessa forma.

O objetivo inicial:

era adquirir automóveis.

consorcios-os-surgiram-como

Onde surgiu o primeiro consórcio moderno?

A ABAC registra:

Brasília

como local de surgimento desse primeiro grupo organizado.

Participavam:

funcionários do Banco do Brasil.

A intenção:

era juntar recursos para aquisição planejada de veículos.

Funcionários do Banco do Brasil criaram o consórcio?

Eles tiveram:

papel importante na consolidação do modelo moderno.

A Procuradoria-Geral do Banco Central registra que, nos anos 1960:

um grupo de funcionários da Associação Atlética Banco do Brasil — AABB — se reuniu e criou um mecanismo de aquisição de bens por autofinanciamento.

As contribuições eram:

mensais.

O valor era calculado:

considerando prazo e quantidade de participantes.

O objetivo:

permitir que todos adquirissem o bem ao longo do grupo.

Então o consórcio foi inventado em 1962?

Como:

Sistema de Consórcios moderno brasileiro, essa é a data normalmente adotada.

Mas:

existem antecedentes.

O que aconteceu em 1917?

Segundo estudo publicado pelo Banco Central:

o Clube de Mercadorias

foi criado:

em 1917.

Possuía:

120 participantes.

Os membros:

se organizavam para objetivos comuns de aquisição

e bens eram:

entregues mensalmente por sorteio.

Isso mostra:

que mecanismos coletivos de compra existiam décadas antes do consórcio moderno.

Então qual data usar no artigo?

A melhor formulação é:

“O Sistema de Consórcios moderno surgiu no Brasil em 1962, embora existam registros de experiências coletivas de compra anteriores, como o Clube de Mercadorias de 1917.”

Assim:

evita-se simplificação histórica.

Por que o consórcio surgiu?

O cenário brasileiro da década de 1960 favorecia:

esse tipo de organização.

Havia:

  • expansão industrial;
  • urbanização;
  • aumento do consumo de bens duráveis;
  • poucas linhas de crédito ao consumidor;
  • financiamento direcionado prioritariamente a empresas e setores produtivos.

O Banco Central registra que:

o crédito disponível naquele contexto era direcionado principalmente às indústrias emergentes, enquanto consumidores tinham menos alternativas para financiar bens duráveis.

Nesse contexto:

o autofinanciamento coletivo surgiu como solução prática.

A indústria automobilística foi importante?

Sim.

Muito.

A expansão da indústria automobilística:

criou oferta de veículos e demanda dos consumidores.

Mas:

o crédito ao consumidor ainda era limitado.

A ABAC registra que o consórcio:

ganhou rapidamente popularidade

e chamou a atenção:

das montadoras instaladas no país.

As montadoras participaram do crescimento?

Sim.

Segundo registros históricos da ABAC:

a Willys-Overland, fabricante do Aero-Willys e Jeep, chegou a possuir:

mais de 55 mil consorciados em 1967.

Isso mostra:

a relevância comercial que a modalidade adquiriu rapidamente.

O Fusca foi responsável pelo surgimento do consórcio?

Não é adequado:

apresentar dessa forma.

O Fusca:

era um dos carros emblemáticos daquele período

e certamente fazia parte do imaginário de consumo brasileiro.

Mas:

não há necessidade de atribuir a criação do consórcio especificamente ao modelo.

O surgimento foi resultado de:

  • industrialização;
  • demanda por automóveis;
  • ausência de crédito amplo;
  • organização coletiva dos consumidores.

O Fusca pode:

aparecer como contexto visual ou cultural, mas não como causa histórica principal.

Como funcionavam os primeiros grupos?

A lógica era:

autofinanciamento.

Os participantes:

pagavam contribuições periódicas.

Esses valores formavam:

um fundo comum.

Com o recurso disponível:

um ou mais participantes podiam adquirir o bem.

A contemplação inicial:

era associada principalmente ao sorteio.

Já existia lance?

O sistema:

evoluiu ao longo do tempo.

Hoje:

sorteio e lance são os principais mecanismos de contemplação.

Por isso:

não é necessário afirmar que:

todos os primeiros grupos já funcionavam exatamente com a estrutura moderna de sorteio + lance.

A história deve:

respeitar a evolução do mecanismo.

Quando surgiram as primeiras administradoras?

Pouco depois:

da criação dos primeiros grupos modernos.

A ABAC informa que:

aproximadamente três anos depois do consórcio de 1962 surgiu a primeira administradora.

Ou seja:

por volta de 1965.

Quando surgiu a ABAC?

Em:

20 de junho de 1967.

A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios nasceu:

para representar as empresas do setor perante o poder público.

Naquele momento:

o segmento ainda tinha pouca regulamentação específica.

Quando começou a regulamentação?

A evolução regulatória aconteceu:

em etapas.

A ABAC divide historicamente o sistema em períodos.

1962–1971

Fase inicial:

do surgimento até a primeira legislação específica mais ampla.

1971–1991

A regulamentação:

ficou sob responsabilidade do Ministério da Fazenda.

A partir de 1991

O Banco Central passou:

a exercer papel central na supervisão do sistema.

2008

Foi aprovada:

a Lei nº 11.795/2008 — Lei dos Consórcios.

Essa lei:

passou a disciplinar especificamente o Sistema de Consórcios.

A Lei dos Consórcios ainda é importante?

Sim.

É:

a principal referência legal específica da modalidade.

Ela organiza:

  • administradoras;
  • grupos;
  • direitos e deveres;
  • contemplação;
  • utilização do crédito;
  • funcionamento do sistema.

A regulamentação:

é complementada pelas normas do Banco Central.

Quando surgiram os consórcios de caminhões?

Segundo a ABAC:

em meados da década de 1960.

O sucesso:

nos veículos leves

mostrou que o mesmo mecanismo:

poderia ser aplicado a veículos pesados.

Quando surgiram consórcios de motocicletas?

No:

final da década de 1970.

A expansão:

ganhou força com a instalação e ampliação da indústria de motocicletas no Brasil no início dos anos 1980.

E eletroeletrônicos?

Também:

passaram a ganhar espaço no final da década de 1970 e início dos anos 1980.

Hoje:

continuam existindo grupos dessa categoria.

Quando chegaram os imóveis?

Os consórcios:

se expandiram progressivamente para o setor imobiliário.

Hoje, essa categoria:

é uma das maiores do sistema.

Em agosto de 2026:

3,34 milhões de participantes ativos

estavam em grupos imobiliários.

Quantas cotas imobiliárias foram vendidas em 2026?

Entre janeiro e agosto:

1,14 milhão.

Crescimento:

39,9% sobre o mesmo período de 2025.

Os créditos comercializados alcançaram:

R$ 231,90 bilhões.

Isso mostra:

o quanto o mercado imobiliário se tornou relevante para o Sistema de Consórcios.

Consórcio permite comprar terreno?

Pode:

existir essa possibilidade em grupos imobiliários.

As regras dependem:

da categoria e do contrato.

Também existem operações para:

  • casas;
  • apartamentos;
  • imóveis comerciais;
  • terrenos;
  • construção;
  • reforma;
  • imóveis rurais;

conforme:

o produto da administradora.

Posso usar FGTS no consórcio imobiliário?

Sim:

quando a operação, o trabalhador e o imóvel cumprem as regras do FGTS.

Nos oito primeiros meses de 2026:

3.235 consorciados trabalhadores utilizaram recursos do FGTS

em consórcios imobiliários.

O total movimentado chegou a:

R$ 297,41 milhões.

Os recursos foram utilizados para finalidades como:

  • pagamento de parcelas;
  • liquidação;
  • lance;
  • complementação do crédito.

Posso usar FGTS em qualquer consórcio?

Não.

O FGTS:

possui regras próprias.

Não basta:

ter saldo na conta.

O trabalhador e a operação:

precisam atender aos requisitos.

Quando surgiram os consórcios de serviços?

A Lei nº 11.795/2008:

fortaleceu juridicamente essa possibilidade

e a categoria se desenvolveu nos anos seguintes.

Hoje, o crédito de serviços pode ser utilizado:

em diversas finalidades previstas pela administradora e pelo contrato.

Que tipos de serviços aparecem atualmente?

Pesquisa recente da ABAC identificou usos em:

  • reformas residenciais;
  • cirurgias plásticas;
  • festas e eventos;
  • turismo;
  • viagens;
  • odontologia;
  • oftalmologia;
  • educação;
  • manutenção automotiva;
  • informática;
  • fretes;
  • veterinária;
  • serviços profissionais.

Quantas pessoas fazem consórcio de serviços?

Em agosto de 2026:

138,38 mil participantes ativos.

Entre janeiro e agosto:

42,53 mil cotas foram vendidas.

Créditos comercializados:

R$ 824,65 milhões.

Quais são os segmentos atuais do Sistema de Consórcios?

A ABAC divide atualmente os principais segmentos em:

Veículos leves

5,63 milhões de participantes ativos.

Imóveis

3,34 milhões.

Motocicletas

3,33 milhões.

Veículos pesados

936,38 mil.

Eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis

174,25 mil.

Serviços

138,38 mil.

Quantas pessoas participam do Sistema de Consórcios?

Em agosto de 2026:

13,55 milhões.

Em agosto de 2025:

12,09 milhões.

Crescimento:

12,1%.

Quantas novas cotas foram vendidas?

De janeiro a agosto de 2026:

3,82 milhões.

No mesmo período de 2025:

3,32 milhões.

Crescimento:

15,1%.

Quanto o Sistema de Consórcios movimenta?

Em créditos comercializados:

R$ 389,59 bilhões

entre janeiro e agosto de 2026.

Esse número:

não deve ser comparado diretamente com os R$ 14 bilhões anuais mencionados no texto antigo sem considerar mudança de período, inflação, tamanho do mercado e metodologia.

Mas é suficiente para mostrar:

como os números históricos ficaram obsoletos.

Quanto foi disponibilizado aos contemplados?

Entre janeiro e agosto de 2026:

R$ 85,72 bilhões.

Crescimento:

6,5% sobre 2025.

Quantas contemplações aconteceram?

No período:

1,18 milhão.

Em 2025:

1,16 milhão.

Alta:

1,7%.

Consórcios representam 1% do PIB?

Não mantenha:

essa antiga afirmação.

Ela utilizava:

outra metodologia e outra dimensão do mercado.

A ABAC informa que:

os ativos administrados pelo Sistema de Consórcios chegaram a R$ 719 bilhões em dezembro de 2024.

Comparados ao PIB brasileiro de:

R$ 11,7 trilhões em 2024,

isso correspondia a:

6,1%.

Mas cuidado:

ativos administrados equivalentes a 6,1% do PIB não significam que o setor “gera 6,1% do PIB”.

São:

grandezas diferentes.

A formulação correta é:

“os ativos administrados correspondiam, em valor, a 6,1% do PIB de 2024.”

Então o antigo 1% deve sair?

Sim.

Sem:

explicar indicador, ano e metodologia

esse número:

não tem utilidade no artigo atualizado.

Quantos bens foram entregues nos últimos dez anos?

O texto antigo dizia:

aproximadamente 10 milhões de bens.

Para um artigo de 2026:

não é recomendável reutilizar esse número histórico sem recalcular o período atual.

Melhor usar:

as contemplações atuais e os créditos disponibilizados, que possuem fonte recente e metodologia clara.

Consórcio é poupança?

Não.

Essa é:

uma das principais correções conceituais.

Uma conta de poupança:

  • possui saldo individual;
  • pode gerar rendimento;
  • possui regras de saque;
  • é produto financeiro.

Consórcio:

  • integra você a um grupo;
  • possui contrato;
  • exige prestações;
  • possui taxa de administração;
  • depende de contemplação;
  • destina a carta à categoria contratada.

Portanto:

consórcio não funciona como conta de poupança.

Mas os primeiros grupos “guardavam dinheiro juntos”?

Historicamente:

sim, existe uma semelhança econômica.

As contribuições mensais:

formavam um fundo coletivo.

Isso ajuda:

a explicar intuitivamente a origem.

Mas no artigo atual:

prefira “fundo comum” e “autofinanciamento coletivo”.

É mais preciso.

Consórcio é investimento?

Não como:

produto financeiro de investimento.

Uma pessoa pode usar consórcio:

para adquirir patrimônio.

Exemplos:

  • imóvel;
  • carro;
  • caminhão;
  • máquina;
  • equipamento.

Mas:

a cota não é uma aplicação que busca rentabilidade.

Consórcio ajuda a formar patrimônio?

Pode.

Se o objetivo for:

adquirir um bem patrimonial

e o plano for concluído adequadamente.

Mas:

não existe garantia de valorização do bem.

Um imóvel:

pode valorizar ou desvalorizar.

Um veículo:

normalmente deprecia.

Por isso:

formar patrimônio não significa gerar retorno financeiro garantido.

Consórcio é financiamento?

Não.

É:

autofinanciamento coletivo.

No financiamento:

uma instituição concede crédito ao comprador.

No consórcio:

os participantes contribuem para o grupo.

São:

modelos diferentes.

O consórcio não tem juros?

Não possui:

os juros remuneratórios típicos de financiamento.

Mas existem:

custos próprios.

Podem incluir:

  • taxa de administração;
  • fundo de reserva;
  • seguro;
  • reajustes;
  • outros custos contratuais.

Portanto:

não diga que consórcio vence os juros e a inflação automaticamente.

Consórcio protege contra inflação?

Não dessa forma.

O crédito:

pode ser reajustado conforme os critérios previstos no contrato

para preservar:

o poder de compra da carta.

Mas isso também pode significar:

reajuste das prestações.

Logo:

inflação não desaparece simplesmente porque o consumidor escolheu consórcio.

Consórcio protege contra desemprego?

Não.

Essa afirmação do texto antigo:

precisa ser completamente retirada.

Desemprego pode:

dificultar o pagamento das parcelas.

A obrigação contratual:

continua existindo.

Por isso:

reserva financeira e planejamento continuam importantes.

A administradora ou montadora garante o bem?

Não use:

essa formulação.

Administradoras:

precisam estar autorizadas e seguir as regras do sistema.

Mas isso não significa:

  • garantia de contemplação antecipada;
  • preço garantido;
  • valorização garantida;
  • ausência de risco de inadimplência;
  • aquisição em data definida.

A marca de uma montadora:

também não muda essas regras.

surgiram-os-consorcios-como

Como funciona o consórcio atualmente?

1. Escolha do objetivo

Você define:

  • veículo;
  • imóvel;
  • serviço;
  • equipamento;
  • outra categoria disponível.

2. Escolha da carta

O crédito precisa:

ser compatível com o objetivo.

3. Adesão ao grupo

Você assina:

o contrato.

4. Pagamento das parcelas

As prestações alimentam:

o funcionamento financeiro do grupo.

5. Assembleia

Mensalmente:

existem contemplações conforme as regras.

6. Sorteio ou lance

São:

os principais mecanismos de contemplação.

7. Contemplação

Você recebe:

o direito de utilizar a carta.

8. Análise

A administradora pode exigir:

  • documentos;
  • garantias;
  • análise financeira;
  • avaliação do bem;
  • dados do fornecedor.

9. Compra

O crédito:

é utilizado para a finalidade contratada.

Sorteio garante contemplação rápida?

Não.

Você pode:

ser contemplado cedo.

Ou:

mais tarde.

A data:

não é garantida.

Lance garante contemplação?

Também não.

Lance:

é uma oferta para disputar antecipação.

Não significa:

vitória automática.

Quando o consórcio pode fazer sentido?

Compra planejada

Você:

não precisa do bem imediatamente.

Prazo flexível

Aceita:

esperar pela contemplação.

Parcela sustentável

O compromisso:

cabe no orçamento.

Objetivo definido

Existe:

um bem ou serviço planejado.

Comparação realizada

Você analisou:

  • consórcio;
  • financiamento;
  • compra à vista;
  • outras administradoras.

Quando pode não fazer sentido?

Urgência

Você precisa:

do bem agora.

Dependência de contemplação rápida

Não existe:

garantia.

Orçamento apertado

Um compromisso longo:

pode se tornar difícil.

Confusão com investimento

Você espera:

rentabilidade financeira.

Confusão com poupança

Você precisa:

de liquidez para saque.

Consórcio continua sendo uma criação brasileira?

O Sistema de Consórcios moderno:

é fortemente associado à experiência brasileira.

A própria ABAC trata:

a modalidade como uma criação brasileira consolidada em 1962.

O modelo:

posteriormente ganhou presença também em outros mercados.

Quantos anos o Sistema de Consórcios completa em 2026?

Se o marco é:

setembro de 1962,

em setembro de 2026:

o sistema completou 64 anos.

Portanto:

não utilize mais referências a 50 anos como se fossem atuais.

Conclusão

A história do consórcio brasileiro:

começou muito antes de ele se transformar no enorme mercado atual.

Existem registros:

de experiências coletivas de aquisição ainda em 1917, com o Clube de Mercadorias e suas entregas por sorteio.

Mas o marco do:

Sistema de Consórcios moderno

é:

setembro de 1962.

Segundo a ABAC:

um grupo de funcionários do Banco do Brasil se reuniu para comprar automóveis por meio de contribuições coletivas.

O Banco Central também registra:

o papel de funcionários ligados à AABB na criação de um mecanismo semelhante ao modelo atual.

O cenário econômico:

ajudou a modalidade a crescer.

O Brasil vivia:

  • expansão da indústria automobilística;
  • demanda crescente por bens duráveis;
  • poucas linhas de crédito para consumidores;
  • dificuldade de financiar compras de médio e longo prazo.

Os grupos de autofinanciamento:

preencheram parte dessa lacuna.

O setor cresceu rapidamente.

Em:

1967

nasceu a:

ABAC.

Nos anos seguintes:

a regulamentação evoluiu.

Em:

2008

foi aprovada:

a Lei nº 11.795 — Lei dos Consórcios.

E aquilo que começou:

principalmente com automóveis

se expandiu.

Hoje existem grupos de:

  • veículos leves;
  • motocicletas;
  • caminhões;
  • máquinas;
  • imóveis;
  • eletroeletrônicos;
  • serviços;
  • outros bens.

O tamanho atual:

não tem comparação com o retratado no artigo antigo.

Em agosto de 2026:

13,55 milhões de participantes ativos.

De janeiro a agosto:

3,82 milhões de novas cotas.

Créditos comercializados:

R$ 389,59 bilhões.

Contemplações:

1,18 milhão.

Créditos disponibilizados:

R$ 85,72 bilhões.

No segmento imobiliário:

3,34 milhões de participantes ativos.

Em veículos leves:

5,63 milhões.

Motocicletas:

3,33 milhões.

Veículos pesados:

936,38 mil.

Além disso:

3.235 trabalhadores usaram FGTS em consórcios imobiliários entre janeiro e agosto de 2026, movimentando:

R$ 297,41 milhões.

O texto antigo também precisava:

corrigir algumas interpretações.

Consórcio:

não é poupança.

Não é:

investimento financeiro.

Não é:

financiamento tradicional.

Não garante:

proteção contra desemprego.

Não elimina:

inflação.

Não possui:

garantia automática de montadora.

É:

um sistema de autofinanciamento coletivo voltado à aquisição planejada de bens e serviços.

A contemplação:

acontece por sorteio ou lance.

Por isso:

o sucesso histórico da modalidade não significa que ela seja ideal para qualquer consumidor.

Se existe:

urgência, a incerteza da contemplação pesa.

Se existe:

tempo para planejar, o consórcio pode entrar na comparação.

Quer comparar antes de contratar? Simule seu seguro e veja cartas, prazos e parcelas para o seu objetivo.

como-surgiram-os-consorcios

Sobre o conteúdo

Redação Consorcio.org

Conteúdo atualizado em 20 de outubro de 2026, com base principalmente em registros históricos da ABAC e do Banco Central e em dados atuais do Sistema de Consórcios.

A ABAC considera:

setembro de 1962

como marco do primeiro consórcio brasileiro moderno.

O Banco Central registra:

experiência anterior em 1917

e a atuação de:

funcionários ligados à AABB nos anos 1960.

Em agosto de 2026, o Sistema tinha:

13,55 milhões de participantes ativos

e havia comercializado:

R$ 389,59 bilhões em créditos

nos primeiros oito meses do ano.

Este conteúdo:

não classifica consórcio como poupança, investimento financeiro ou financiamento tradicional.

Também não garante:

  • contemplação;
  • economia;
  • valorização patrimonial;
  • lance vencedor;
  • aprovação;
  • disponibilidade imediata do bem.

Conversa

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