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Por que o consórcio ganhou espaço entre os brasileiros?

O consórcio vem ganhando espaço entre os brasileiros que planejam comprar carros, motos, imóveis e outros bens sem recorrer imediatamente a um financiamento tradicional.

Os números recentes ajudam a mostrar a dimensão desse crescimento.

Em 2025, o Sistema de Consórcios ultrapassou pela primeira vez a marca de 5 milhões de cotas comercializadas em um único ano. Foram 5,16 milhões de adesões, crescimento de 15% em relação a 2024.

O avanço continuou em 2026.

No primeiro semestre, o sistema chegou a 13,36 milhões de participantes ativos, enquanto as vendas atingiram 2,82 milhões de cotas, alta de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Isso mostra que o consórcio continua relevante no planejamento de compra de milhões de consumidores.

Mas por que tanta gente considera essa alternativa?

A resposta não está apenas em períodos de crise econômica.

O crescimento também pode estar relacionado a características como:

  • ausência de juros remuneratórios típicos de financiamento;
  • possibilidade de planejamento de longo prazo;
  • diferentes valores de carta;
  • variedade de segmentos;
  • possibilidade de contemplação por sorteio ou lance.

Ao mesmo tempo, nenhuma dessas características transforma o consórcio na melhor alternativa para todas as pessoas.

Quem precisa do bem imediatamente, por exemplo, precisa considerar que:

não existe data individual garantida para contemplação.

Atualizado em 8 de outubro de 2026 · Leitura de aproximadamente 13 min · Conteúdo informativo

Resposta rápida

O consórcio vem crescendo no Brasil e registrou números históricos recentemente.

Entre os motivos que podem explicar o interesse estão:

  • possibilidade de planejar compras de médio e longo prazo;
  • ausência dos juros remuneratórios típicos de um financiamento;
  • diversidade de cartas e categorias;
  • possibilidade de oferecer lance;
  • liberdade de escolha do bem dentro da categoria contratada.

Mas é importante evitar algumas ideias antigas.

Consórcio:

não é investimento.

Também não é:

poupança ou financiamento.

Ele é um sistema de:

autofinanciamento coletivo.

Além disso, “sem juros” não significa:

sem custos.

Podem existir:

  • taxa de administração;
  • fundo de reserva;
  • seguro;
  • reajustes.

E não existe:

garantia de contemplação rápida.

Por isso, o crescimento do consórcio não significa que ele seja automaticamente a melhor opção para todo brasileiro.

Quer comparar antes de falar com um vendedor? Simule seu consórcio e avalie carta, prazo e parcela de acordo com seu objetivo.

Neste artigo

  1. O consórcio realmente está crescendo?
  2. Quantos brasileiros participam de consórcios?
  3. Por que o planejamento pesa na decisão?
  4. Consórcio tem juros?
  5. Sem juros significa mais barato?
  6. Precisa dar entrada?
  7. Como funciona a contemplação?
  8. Por que os lances atraem consumidores?
  9. O poder de compra da carta
  10. Carros, motos e imóveis
  11. Consórcio é a melhor opção?
  12. Quando pode fazer sentido
  13. Quando pode não fazer sentido
  14. Como contratar com segurança
  15. Perguntas frequentes

O consórcio realmente está crescendo no Brasil?

Sim.

Os dados recentes da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios mostram um mercado em expansão.

O ano de 2025 terminou com:

5,16 milhões de cotas comercializadas.

No ano anterior haviam sido:

4,49 milhões.

Isso representa crescimento de:

15%.

O volume de créditos comercializados também ultrapassou:

R$ 500 bilhões em 2025.

Já em junho de 2026, o sistema contabilizava:

13,36 milhões de participantes ativos.

As vendas no primeiro semestre chegaram a:

2,82 milhões de cotas.

Portanto, existe base concreta para dizer:

o consórcio ganhou espaço.

O que não podemos concluir apenas com esses números é:

“é a forma preferida dos brasileiros para comprar qualquer bem”.

Para uma afirmação tão ampla seria necessário comparar todas as modalidades e comportamentos de compra.

Por isso, neste artigo é melhor utilizar:

“ganhou espaço entre os brasileiros”

em vez de:

“é a preferência dos brasileiros”.

crescendo-esta-consorcio

O crescimento continuou em 2026?

Sim.

Em julho de 2026, os dados do setor apontavam:

13,41 milhões de participantes ativos.

As vendas acumuladas de janeiro a julho chegaram a:

3,31 milhões de cotas, crescimento de 14,9% em comparação ao mesmo período de 2025.

Também foram registrados mais de:

1 milhão de consorciados contemplados

nos sete primeiros meses do ano.

Os números reforçam que não se trata apenas:

de uma alta isolada.

O segmento manteve crescimento durante 2026.

Quais segmentos têm mais participantes?

Veículos continuam representando uma parte importante do mercado.

Em maio de 2026, por exemplo, os grupos ligados a veículos automotores reuniam cerca de:

9,66 milhões de participantes ativos.

Isso incluía:

  • veículos leves;
  • motocicletas;
  • veículos pesados.

O segmento imobiliário também apresentou crescimento expressivo em 2026.

No primeiro semestre, foram comercializadas aproximadamente:

838 mil cotas de imóveis, avanço de 41,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Isso mostra que o consórcio não está limitado:

à compra de automóveis.

Por que os brasileiros procuram consórcio?

Não existe apenas um motivo.

A decisão pode envolver:

  • custo;
  • prazo;
  • planejamento;
  • disponibilidade de crédito;
  • comportamento financeiro;
  • objetivo de compra.

O texto antigo atribuía grande parte do crescimento:

à crise financeira.

Essa explicação é simplista.

Momentos econômicos difíceis podem realmente levar consumidores a:

  • adiar compras;
  • comparar formas de pagamento;
  • planejar mais.

Mas o crescimento do consórcio também ocorreu:

em diferentes cenários econômicos.

Por isso, não devemos dizer que:

“a crise é o principal motivo”.

É mais correto analisar:

as características do produto.

1. Planejamento de médio e longo prazo

Consórcio costuma ter maior aderência para quem:

não precisa do bem imediatamente.

Imagine alguém que possui um carro funcionando bem, mas pretende trocá-lo:

daqui a três anos.

Essa pessoa consegue participar de um grupo sem depender:

de uma data imediata para utilização da carta.

Durante esse período, pode:

  • pagar as parcelas;
  • participar dos sorteios;
  • organizar recursos para um eventual lance.

Essa lógica também pode existir para:

  • imóvel;
  • moto;
  • máquina;
  • equipamento.

Por isso, o planejamento é:

uma das características mais importantes do consórcio.

2. Não existem juros remuneratórios típicos de financiamento

Outra característica que chama atenção é:

a ausência dos juros remuneratórios tradicionais de uma operação de financiamento.

Isso não significa:

consórcio gratuito.

Normalmente existe:

taxa de administração.

Também podem existir:

  • fundo de reserva;
  • seguro;
  • outros componentes permitidos.

Além disso, o valor da carta e as contribuições podem:

ser reajustados conforme o contrato.

Portanto, a comparação correta não é:

financiamento caro x consórcio sem custo.

A comparação deve considerar:

o custo total das duas alternativas.

Consórcio é sempre mais barato?

Não.

Essa afirmação do texto antigo precisa ser retirada.

Pode haver situações em que:

o consórcio apresente custo competitivo.

Em outras, uma condição promocional de financiamento, uma entrada elevada ou um prazo diferente pode alterar completamente o resultado.

Considere ainda:

o tempo de espera.

Uma pessoa pode economizar determinados encargos, mas se precisa do carro hoje:

esperar pela contemplação pode ter um custo prático importante.

3. Existe variedade de cartas e prazos

Outra razão para o crescimento é a quantidade de produtos existentes.

Existem consórcios voltados para:

  • automóveis;
  • motocicletas;
  • imóveis;
  • veículos pesados;
  • máquinas e equipamentos;
  • eletroeletrônicos;
  • serviços.

Isso permite encontrar:

diferentes valores de crédito e prazos.

Mas o texto antigo mencionava:

“planos de até 84 meses”

como se isso representasse o mercado inteiro.

Essa informação não deve ser mantida dessa maneira.

Hoje existem produtos:

com prazos bastante diferentes, dependendo da categoria, grupo e administradora.

Por isso, o prazo sempre deve:

ser consultado na proposta atual.

4. Existe possibilidade de contemplação por lance

Além dos sorteios, muitos grupos permitem:

oferecer lances.

Isso pode interessar principalmente a quem:

  • possui dinheiro guardado;
  • vendeu outro bem;
  • recebeu uma quantia extra;
  • possui recursos para antecipar parte da obrigação.

Dependendo do contrato, podem existir:

  • lance livre;
  • lance fixo;
  • lance embutido.

Lance aumenta as chances?

Ele permite:

disputar a contemplação por outra modalidade além do sorteio.

Mas não escreva:

“dar lance faz você ser contemplado mais rápido”.

Isso não é garantido.

O resultado depende:

  • das regras do grupo;
  • dos outros lances;
  • dos recursos disponíveis.

Pagar em dia aumenta minha chance no sorteio?

Não da forma como o texto antigo sugeria.

Pagar em dia é importante:

para manter a cota regular e participar conforme as regras.

Mas isso não faz com que:

uma cota tenha mais sorte do que outra.

Também não cria:

garantia de contemplação antecipada.

5. A carta pode oferecer poder de negociação

Depois de contemplado e cumpridas as condições para utilização do crédito, o consorciado escolhe:

o bem e o fornecedor compatíveis com a categoria contratada.

Isso pode oferecer:

poder de negociação.

Mas existe uma correção importante em relação ao texto antigo.

Ele dizia:

“o consumidor negocia como se fosse uma compra à vista e consegue descontos”.

Não existe:

garantia de desconto.

O vendedor pode ou não oferecer:

  • promoção;
  • abatimento;
  • benefício.

O importante é que o crédito aprovado permite realizar:

a aquisição sem depender de um financiamento do próprio vendedor naquele momento.

Isso pode melhorar a capacidade de negociação em determinadas situações.

A administradora escolhe onde eu compro?

Em regra, o consorciado contemplado possui liberdade:

para escolher o fornecedor, respeitando a categoria e as condições da operação.

Portanto, você pode:

pesquisar preços antes de usar a carta.

6. Consórcio normalmente não funciona com entrada tradicional

Essa característica também pode atrair consumidores.

No financiamento de veículo ou imóvel, é comum existir:

entrada inicial.

No consórcio, a lógica é diferente.

Você adere ao grupo e passa a pagar:

as contribuições previstas no contrato.

Mas cuidado com a frase:

“consórcio não tem entrada”.

Pode existir cobrança inicial correspondente:

  • à primeira prestação;
  • a antecipação de parte da taxa de administração nas condições permitidas.

E, se você quiser utilizar um lance com recursos próprios:

precisará ter dinheiro disponível.

Portanto, é mais correto dizer:

o consórcio não funciona com entrada da mesma maneira que um financiamento tradicional.

7. O consórcio pode atender diferentes objetivos

Outra característica que ajuda a explicar a expansão é:

a diversidade de categorias.

Além de carros e imóveis, existem consórcios para:

  • motocicletas;
  • caminhões;
  • máquinas;
  • equipamentos;
  • determinados serviços.

O texto antigo falava até em:

“produtos de beleza”.

Essa expressão não é adequada como categoria regulatória genérica.

O Sistema de Consórcios trabalha com:

categorias de bens e serviços.

Uma administradora pode oferecer determinados produtos específicos dentro dessas categorias, mas não devemos transformar exemplos comerciais:

em regra universal.

Consórcio ajuda a comprar carro zero?

Pode.

Mas não é:

“a melhor maneira de comprar um carro zero”, como dizia o texto antigo.

Pode ser uma alternativa entre:

  • compra à vista;
  • financiamento;
  • consórcio.

A escolha depende:

  • da urgência;
  • do preço;
  • da entrada;
  • do financiamento disponível;
  • dos custos do consórcio.

E carro seminovo?

Também pode ser possível utilizar consórcio:

para veículo usado, de acordo com as regras do contrato e da administradora.

Os critérios para idade, avaliação e garantia:

podem variar.

Consórcio ajuda na compra da casa própria?

Pode ser utilizado:

para aquisição imobiliária, dentro das regras da categoria.

Mas novamente:

não existe uma opção universalmente melhor.

Quem encontrou um imóvel e precisa fechar a compra imediatamente pode ter dificuldade em depender:

de uma contemplação futura.

Já quem está planejando a aquisição:

no médio ou longo prazo

pode ter um perfil mais compatível.

Por que “sem juros” chama tanta atenção?

Porque juros têm impacto relevante:

no custo de operações de crédito de longo prazo.

É natural que o consumidor veja:

“consórcio sem juros”

como vantagem.

Mas essa frase precisa vir acompanhada:

da explicação completa.

Consórcio pode ter:

  • taxa de administração;
  • fundo de reserva;
  • seguro;
  • reajuste da carta;
  • outros custos previstos.

Por isso, não utilize:

“sem juros = mais econômico”.

O correto é:

“sem juros remuneratórios de financiamento; compare o custo total”.

O crescimento significa que consórcio serve para todo mundo?

Não.

Popularidade:

não é recomendação individual.

Milhões de pessoas podem participar porque possuem:

  • objetivos diferentes;
  • renda diferente;
  • prazos diferentes;
  • estratégias diferentes.

Uma pessoa que precisa:

de um carro amanhã

possui necessidade completamente diferente de outra que pretende:

trocar de carro daqui a quatro anos.

Quando o consórcio pode fazer sentido?

Pode entrar na comparação se você:

  • consegue esperar;
  • possui objetivo definido;
  • entende os custos;
  • aceita a possibilidade de reajustes;
  • mantém reserva financeira;
  • encontrou administradora e plano adequados.

Exemplo

Você possui um carro de:

cinco anos de uso

e pretende trocá-lo:

dentro de três anos.

Não existe urgência.

Nesse cenário:

consórcio pode ser uma alternativa de planejamento.

Quando pode não fazer sentido?

Pode ter menor aderência quando você:

  • precisa do bem agora;
  • depende de uma data exata;
  • possui renda muito apertada;
  • precisa de alta liquidez;
  • acredita que será contemplado rapidamente;
  • pretende utilizar toda a reserva em um lance.

Exemplo

Você começa a trabalhar:

daqui a 30 dias

e precisa do carro para gerar renda.

Depender de sorteio:

pode ser incompatível com seu objetivo.

Consórcio é investimento?

Não.

Essa distinção é importante.

Consórcio não foi criado:

para fazer o dinheiro render.

A finalidade é:

aquisição de bem ou serviço por autofinanciamento coletivo.

Por isso, não utilize frases como:

“invista em consórcio para obter rentabilidade”.

Consórcio é poupança?

Também não.

A obrigação mensal pode ajudar algumas pessoas:

a manter disciplina financeira.

Mas os recursos não ficam:

disponíveis em uma conta individual para saque.

Se seu objetivo é apenas:

guardar dinheiro

vale comparar alternativas financeiras adequadas:

a esse objetivo.

Consórcio é financiamento?

Não.

Também é importante corrigir essa confusão.

Financiamento é:

uma operação de crédito.

Consórcio funciona:

por autofinanciamento coletivo e contemplação.

Essa diferença é fundamental principalmente para quem:

precisa do bem imediatamente.

Quanto o setor cresceu recentemente?

Os números mais recentes disponíveis durante a atualização deste artigo mostram:

IndicadorResultado
Cotas vendidas em 20255,16 milhões
Crescimento das vendas em 202515%
Crédito comercializado em 2025R$ 500,27 bilhões
Participantes ativos em junho/202613,36 milhões
Crescimento dos participantes em junho/202612,6%
Cotas vendidas jan-jun/20262,82 milhões
Crescimento das vendas jan-jun/202614,6%
Créditos comercializados jan-jun/2026R$ 278,99 bilhões

Esses números são estimativas e levantamentos econômicos divulgados pela:

ABAC — Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

Eles ajudam a mostrar:

a expansão do setor.

Mas não devem ser utilizados para afirmar:

que todos os brasileiros preferem consórcio a financiamento ou compra à vista.

E o mercado de veículos?

Em maio de 2026, os grupos de veículos automotores somavam:

9,66 milhões de participantes ativos.

No período de janeiro a maio, foram comercializadas:

1,54 milhão de cotas

nesse segmento.

Os veículos continuam, portanto:

com enorme peso dentro do Sistema de Consórcios.

E o mercado imobiliário?

Esse foi um dos segmentos de destaque em 2026.

No primeiro semestre:

838,03 mil cotas imobiliárias

foram vendidas.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, o crescimento foi:

41,9%.

O número de participantes ativos do segmento chegou a:

3,23 milhões em junho de 2026.

Isso reforça que o crescimento recente:

não está concentrado apenas nos automóveis.

A economia explica esse crescimento?

Pode influenciar, mas não devemos estabelecer:

uma relação automática de causa e efeito.

Taxas de juros, inflação, renda e confiança do consumidor podem alterar:

o comportamento de compra.

Mas os dados disponíveis sobre crescimento do setor não permitem concluir sozinhos:

“o consórcio cresceu por causa da crise”.

Existem vários fatores envolvidos.

Por isso, substitua essa narrativa antiga por:

planejamento financeiro e comparação entre alternativas.

Como escolher um consórcio?

O crescimento do setor também exige:

mais cuidado na contratação.

Uma modalidade popular atrai:

  • consumidores;
  • empresas legítimas;
  • vendedores;
  • também possíveis fraudadores.

Por isso, a primeira verificação deve ser:

a administradora.

1. Consulte o Banco Central

Descubra:

  • razão social;
  • CNPJ;
  • administradora responsável.

Depois confirme:

se ela está autorizada pelo Banco Central.

2. Compare os custos

Não olhe apenas:

a parcela.

Compare:

  • taxa de administração;
  • fundo de reserva;
  • seguro;
  • reajuste;
  • prazo.

3. Entenda a contemplação

Pergunte:

  • como funciona o sorteio?
  • quais lances existem?
  • existe lance embutido?
  • como são os critérios de desempate?

4. Não aceite promessa de contemplação

Desconfie de:

“carta em 30 dias”.

Ou:

“lance garantido”.

Não existe uma data individual:

garantida por propaganda.

5. Leia o contrato

Tudo que é decisivo precisa:

ser verificável no documento.

Reclame Aqui ajuda?

Pode ser uma fonte complementar para entender:

  • atendimento;
  • reclamações recorrentes;
  • experiência de consumidores.

Mas não substitui:

a consulta ao Banco Central.

A ordem mais segura é:

Banco Central → contrato → reputação.

Não:

Reclame Aqui → contratar.

É possível contratar consórcio pela internet?

Sim.

Existem administradoras e representantes que operam:

por canais digitais.

Mas contratação online exige:

os mesmos cuidados.

Confira:

  • domínio do site;
  • administradora;
  • CNPJ;
  • beneficiário do pagamento;
  • contrato.

Não clique e pague apenas porque:

um anúncio parece profissional.

esta-consorcio-crescendo

Checklist antes de contratar

  • Defini o que quero comprar?
  • Consigo esperar?
  • Comparei consórcio com financiamento?
  • Sei o valor da carta?
  • Conheço o prazo?
  • Sei a taxa de administração?
  • Existe fundo de reserva?
  • Existe seguro?
  • Entendi o reajuste?
  • Sei como funciona o sorteio?
  • Conheço os tipos de lance?
  • Sei que não existe contemplação garantida?
  • Verifiquei a administradora no Banco Central?
  • Li o contrato?
  • A parcela cabe mesmo se subir?

Perguntas frequentes

O consórcio é a preferência dos brasileiros?

Os dados mostram forte crescimento e milhões de participantes, mas não é adequado afirmar de forma geral que seja a modalidade preferida de todos os brasileiros.

É mais preciso dizer:

o consórcio ganhou participação e atingiu números recordes.

Quantas pessoas participam de consórcios?

Em junho de 2026, a ABAC estimava:

13,36 milhões de participantes ativos.

O consórcio está crescendo?

Sim.

As vendas de cotas cresceram:

14,6% no primeiro semestre de 2026

em relação ao mesmo período de 2025.

Quantas cotas foram vendidas em 2025?

Foram:

5,16 milhões, recorde histórico divulgado pelo setor.

Por que o consórcio cresce?

Não existe um único motivo.

Entre os fatores que podem contribuir estão:

  • planejamento;
  • ausência de juros de financiamento;
  • variedade de créditos;
  • diferentes categorias;
  • possibilidade de lance.

Consórcio é mais econômico?

Não necessariamente.

É preciso comparar:

o custo total da operação.

Consórcio tem juros?

Não possui:

juros remuneratórios típicos de financiamento.

Mas tem:

taxa de administração e pode possuir outros custos.

Consórcio precisa de entrada?

Não funciona com entrada:

da mesma forma que um financiamento.

Mas existe primeira prestação e pode haver antecipação de parte da taxa de administração nas condições do contrato.

Posso dar lance?

Sim, conforme:

as regras do grupo.

Lance garante contemplação?

Não.

Pagar as parcelas em dia aumenta minha chance?

Mantém sua cota:

regular e apta conforme as regras.

Mas não gera:

garantia de ser sorteado mais rapidamente.

Consórcio é investimento?

Não.

É uma forma de poupança?

Não tecnicamente.

Posso comprar carro usado?

Pode haver essa possibilidade, conforme:

o contrato e os critérios da administradora.

Posso escolher o vendedor?

Depois da contemplação, existe:

liberdade de escolha do fornecedor compatível com a categoria e as condições da operação.

Consórcio é melhor que financiamento?

Depende.

Pode ter maior aderência se:

  • você consegue esperar;
  • encontrou um plano competitivo.

Financiamento pode ter maior aderência se:

  • precisa do bem imediatamente.

Como saber se uma administradora é segura?

Comece verificando:

se é autorizada pelo Banco Central.

Depois analise:

  • contrato;
  • custos;
  • reputação;
  • atendimento.

Conclusão

Os números recentes mostram que o consórcio ganhou bastante espaço entre os brasileiros.

Em 2025, foram:

5,16 milhões de cotas vendidas.

No primeiro semestre de 2026:

2,82 milhões de novas adesões.

E o número de participantes ativos chegou a:

13,36 milhões em junho.

Portanto:

o crescimento é real.

O que precisava ser corrigido no texto antigo era a explicação:

“o consórcio é a preferência dos brasileiros por causa da crise e porque sempre é mais econômico”.

Não é possível sustentar essa conclusão dessa forma.

O comportamento do consumidor depende:

  • do cenário econômico;
  • da urgência;
  • dos juros;
  • da renda;
  • dos objetivos;
  • das condições de cada produto.

Existem, sim, características que ajudam a explicar o interesse pelo consórcio.

Uma delas é:

a ausência dos juros remuneratórios típicos de financiamento.

Mas consórcio:

não é gratuito.

Há taxa de administração e podem existir:

  • fundo de reserva;
  • seguro;
  • reajustes.

Outra característica é:

o planejamento.

Quem não precisa do bem imediatamente consegue:

conviver melhor com a incerteza da contemplação.

Já uma pessoa com urgência pode encontrar:

no financiamento uma alternativa mais adequada, mesmo que exista custo financeiro maior.

Também precisa sair do artigo a afirmação:

“consórcio é a melhor forma de comprar carro zero”.

Nenhuma modalidade é:

universalmente melhor.

A decisão deve considerar:

quando você precisa comprar + quanto poderá pagar + quanto o produto custará no total.

Outro exagero era dizer:

“com a carta você sempre compra à vista e consegue desconto”.

A carta pode dar poder de negociação.

Mas:

desconto não é garantido.

Da mesma maneira, não utilize:

“não precisa de entrada”

sem explicação.

O consórcio possui:

uma estrutura diferente do financiamento, mas existe pagamento de prestações desde a adesão e podem existir estratégias de lance.

Portanto, o crescimento do setor pode ser explicado melhor por uma combinação de fatores:

planejamento + diversidade de produtos + ausência de juros de financiamento + flexibilidade de escolha + possibilidade de lance.

Mas essas características somente serão vantagens se:

combinarem com a necessidade do consumidor.

Antes de aderir, faça três perguntas:

Preciso do bem imediatamente?

Se sim:

consórcio ainda não contemplado merece cautela.

A parcela continuará cabendo se houver reajuste?

Se não:

o plano pode estar acima da sua capacidade.

Entendo que não existe data garantida para contemplação?

Se sim:

você está analisando o produto com uma expectativa mais realista.

Popularidade não deve substituir:

análise individual.

Quer saber se consórcio combina com seu planejamento? Simule seu consórcio e compare carta, prazo e parcela antes de contratar.

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Sobre o conteúdo

Redação Consorcio.org

Conteúdo atualizado em 8 de outubro de 2026, utilizando dados recentes do Sistema de Consórcios e as regras atuais aplicáveis ao setor.

Os dados mais recentes utilizados nesta atualização mostram:

  • 5,16 milhões de cotas comercializadas em 2025;
  • crescimento de 15% nas vendas em relação a 2024;
  • mais de R$ 500 bilhões em créditos comercializados em 2025;
  • 13,36 milhões de participantes ativos em junho de 2026;
  • 2,82 milhões de cotas vendidas no primeiro semestre de 2026;
  • crescimento de 14,6% nas adesões no semestre;
  • R$ 278,99 bilhões em créditos comercializados no período.

Os números de mercado são levantamentos e estimativas divulgados pela ABAC — Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios e devem ser tratados como dados setoriais.

O conteúdo não pressupõe que crescimento do mercado represente vantagem para todo consumidor.

Consórcio é um produto de longo prazo e precisa ser analisado conforme objetivo, capacidade financeira, custos e urgência.

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