Motoristas com mais de 60 anos podem encontrar cotações de seguro auto bastante competitivas.
Mas isso não significa que:
o seguro de carro para idosos seja automaticamente mais barato.
A idade do principal condutor é apenas:
um dos elementos usados pelas seguradoras para avaliar o risco.
Na prática, duas pessoas com a mesma idade e o mesmo carro podem receber propostas muito diferentes porque também entram no cálculo fatores como:
- modelo e ano do veículo;
- CEP e região de circulação;
- onde o carro fica durante a noite;
- frequência de uso;
- quilometragem;
- finalidade do veículo;
- tempo de habilitação;
- histórico do segurado;
- condutores adicionais;
- coberturas;
- franquia;
- política de aceitação de cada seguradora.
A própria Susep explica que informações como idade e tempo de habilitação do principal condutor, tipo de uso, região de circulação e dispositivos de segurança podem influenciar:
positiva ou negativamente o valor do prêmio.
Por isso, a pergunta mais adequada não é:
“idoso paga seguro mais barato?”
É:
“como o meu perfil de uso influencia a cotação e como comparar seguros adequados para um motorista com mais de 60 anos?”
Atualizado em 9 de outubro de 2026 · Leitura de aproximadamente 14 min · Revisão técnica recomendada: corretora registrada na SUSEP
Cotar meu seguro
Resposta rápida
Motoristas idosos podem encontrar preços menores em determinadas seguradoras, mas:
não existe desconto automático por idade.
A Susep informa que o prêmio do seguro é calculado a partir do risco assumido pela seguradora e das informações sobre:
- automóvel;
- segurado;
- condutor;
- perfil de utilização.
A idade pode entrar nessa avaliação, mas não deve ser analisada isoladamente.
Um motorista com mais de 60 anos que:
- dirige pouco;
- possui longa experiência;
- guarda o carro em garagem;
- utiliza o veículo principalmente para lazer;
- possui histórico favorável;
pode receber uma cotação competitiva.
Outro motorista da mesma idade que:
- roda todos os dias;
- percorre muitos quilômetros;
- utiliza carro de reparação cara;
- vive em região com maior frequência de sinistros;
pode receber:
um preço completamente diferente.
Também não existe base atual para afirmar que todo motorista de 60 anos paga:
20% a 30% menos.
A única maneira de saber:
é cotar.
Neste artigo
- Seguro para idosos é realmente mais barato?
- Como a idade influencia o seguro
- Quais fatores pesam no preço
- Motorista experiente paga menos?
- Quilometragem influencia?
- Aposentado paga menos?
- Garagem faz diferença?
- Condutores jovens no mesmo carro
- Coberturas importantes
- Franquia
- Assistência 24h
- Seguro por quilômetro
- Como pagar menos
- Como funciona a CNH depois dos 60
- Renovação depois dos 70
- Checklist de cotação
- Perguntas frequentes
Seguro de carro para idosos é mais barato?
Pode ser.
Mas:
não existe uma regra geral.
A seguradora precifica cada proposta conforme:
seus próprios critérios de avaliação de risco.
A Susep confirma que idade do principal condutor é um dos elementos que podem ser considerados na formação do preço.
Também entram fatores como:
- tempo de habilitação;
- uso do veículo;
- região;
- dispositivos de segurança.
Portanto, dizer:
“quanto mais velho, mais barato fica”
é uma simplificação.

Existe desconto obrigatório para quem tem mais de 60 anos?
Não.
Não existe na regulamentação de seguro auto:
um desconto obrigatório para motoristas idosos.
Também não existe tabela oficial dizendo:
- 60 anos = X% de desconto;
- 65 anos = Y%;
- 70 anos = Z%.
A Susep não determina:
o preço que cada seguradora deve cobrar.
O valor do prêmio é definido pela empresa com base:
na avaliação do risco e em sua política comercial.
De onde veio a ideia de que idosos pagam menos?
Ela provavelmente surgiu de:
comportamentos observados em determinados perfis de segurados.
Um motorista mais velho pode, por exemplo:
- dirigir menos;
- possuir mais tempo de habilitação;
- evitar determinados horários;
- utilizar o carro principalmente para lazer.
Se essas características reduzirem:
o risco estimado pela seguradora, podem contribuir para uma cotação menor.
Mas isso é diferente de afirmar:
“ser idoso gera desconto”.
Experiência ao volante pode influenciar?
Pode.
A Susep informa que o:
tempo de habilitação
é um dos fatores que podem ser considerados no questionário de avaliação do risco.
Por isso, alguém com:
40 anos de carteira
possui um perfil diferente de alguém que acabou de obter:
a primeira habilitação.
Mas novamente:
nenhum fator isolado determina o preço.
Idoso dirige com mais prudência?
Evite generalizações.
O texto antigo dizia que motoristas idosos:
- dirigem mais devagar;
- são mais prudentes;
- causam acidentes mais leves.
Essas frases transformam:
comportamentos possíveis em características universais de uma faixa etária.
Não é adequado assumir que:
todo motorista idoso dirige de determinada maneira.
Para o seguro, interessa principalmente:
o risco efetivamente avaliado na proposta.
Aposentado paga seguro mais barato?
Também não automaticamente.
Um aposentado pode utilizar o veículo:
menos durante a semana.
Mas outro pode:
- viajar frequentemente;
- rodar diariamente;
- utilizar o carro em várias atividades.
A seguradora pode perguntar:
qual é a utilização do veículo.
A Susep cita como exemplos:
- uso profissional;
- lazer;
- locomoção diária.
Portanto:
aposentadoria não equivale a desconto automático.
Rodar pouco pode reduzir o preço?
Pode influenciar, dependendo do produto.
A Susep informa que atualmente existem inclusive seguros em que parte do prêmio pode estar ligada:
à quilometragem efetivamente percorrida.
Para pessoas que utilizam o carro em pequenas distâncias, esse tipo de seguro pode ser:
mais barato do que determinados seguros tradicionais.
Mas a própria Susep ressalta que:
quanto maior a frequência de uso e a quilometragem, menor tende a ser a vantagem desse modelo.
Isso pode ser especialmente interessante para:
motoristas de qualquer idade que rodam pouco.
Seguro por quilômetro é seguro para idoso?
Não existe essa categoria específica.
É simplesmente:
um modelo de contratação baseado no uso.
Pode fazer sentido para um motorista de 65 anos que roda:
300 km por mês.
E pode não fazer sentido para outro da mesma idade que roda:
2.500 km por mês.
A comparação precisa considerar:
o uso real do carro.
Região onde o carro circula importa?
Sim.
A seguradora pode considerar:
a região de circulação do veículo.
Isso ajuda a avaliar riscos relacionados, por exemplo, a:
- acidentes;
- furto;
- roubo;
- custo de reparação.
A Susep inclui expressamente a região de circulação:
entre as informações utilizadas na avaliação do risco.
Ter garagem pode ajudar?
Pode ser uma informação considerada:
no perfil de risco.
A Susep informa que seguradoras podem perguntar, entre outros fatores:
- onde o carro permanece;
- características de segurança;
- uso;
- região.
Portanto:
garagem pode influenciar uma determinada cotação, mas não existe percentual universal de desconto.
O carro também pesa muito no preço
Sim.
Não adianta analisar apenas:
a idade do motorista.
Um veículo pode apresentar:
- peças caras;
- reparação complexa;
- maior índice de furto;
- tecnologia embarcada cara;
- dificuldade de reposição;
- valor elevado.
Outro pode possuir:
custo de reparação muito menor.
Por isso:
motorista de 70 anos + carro A
pode pagar mais do que:
motorista de 40 anos + carro B.
CEP pode pesar mais que idade?
Em determinadas cotações:
pode.
Não existe uma ordem universal dizendo:
“idade é o principal fator”.
Cada seguradora possui:
seu próprio modelo de precificação.
É justamente por isso que:
comparar mais de uma companhia faz diferença.
Por que a mesma pessoa recebe preços tão diferentes?
Imagine o mesmo motorista:
67 anos, 40 anos de habilitação, carro guardado em garagem.
Seguradora A:
R$ 2.100 por ano
Seguradora B:
R$ 2.800
Seguradora C:
R$ 3.400
Os números são apenas ilustrativos.
A diferença pode acontecer porque:
cada seguradora possui experiência estatística, critérios de aceitação e política de preço próprios.
Por isso:
não existe “preço do seguro para idoso”.
Existe:
cotação individual.
Jovem sempre paga mais?
Também não use isso como regra absoluta.
Idade pode influenciar:
o cálculo.
Mas um motorista jovem pode ter:
- carro menos visado;
- baixa quilometragem;
- garagem;
- região de menor risco;
- boas condições de contratação.
Enquanto outro motorista mais velho pode possuir:
um perfil de exposição maior.
Por isso, frases como:
“jovens são estressadinhos no trânsito”
devem ser retiradas.
Além de generalizantes:
não ajudam o consumidor a entender a precificação.
E se um jovem também dirigir o carro?
Esse ponto pode ser muito relevante.
A Susep informa que questionários de risco frequentemente avaliam:
uso do veículo por jovens de 18 a 24 anos.
Imagine:
Titular:
68 anos
Mas o neto de:
21 anos
também utiliza o veículo regularmente.
Essa informação:
precisa ser respondida corretamente na proposta.
Não declarar um condutor relevante para tentar pagar menos pode:
gerar problemas em eventual sinistro.
Posso colocar o seguro no nome do idoso só para ficar mais barato?
Não faça isso se:
as informações não corresponderem à realidade.
O questionário de avaliação de risco deve:
ser respondido com precisão.
A Susep alerta que informações inexatas ou omissão de circunstâncias capazes de influenciar a aceitação ou o prêmio podem afetar:
o direito à indenização, de acordo com as regras aplicáveis.
Portanto:
não altere o principal condutor apenas para tentar reduzir o preço.
O que é principal condutor?
É a pessoa definida conforme:
as condições do produto e as perguntas do questionário de risco.
Cada seguradora pode estabelecer:
critérios próprios para identificação.
Leia:
como a sua seguradora define esse conceito.
O que acontece se o perfil mudar?
Comunique:
à seguradora ou ao corretor.
A própria Susep orienta que alterações relevantes durante a vigência sejam informadas para que, quando necessário:
seja realizado um endosso.
Por exemplo:
o veículo antes era usado:
somente para lazer.
Agora passou a:
ser utilizado diariamente.
Essa alteração pode:
mudar o risco.
Quais coberturas um motorista idoso deve avaliar?
As mesmas principais coberturas que qualquer motorista deve analisar conforme:
seu perfil.
Entre elas:
Colisão
Proteção para danos ao próprio veículo conforme:
as condições contratadas.
Roubo e furto
Importante para quem quer proteger:
o patrimônio contra subtração do veículo.
Incêndio
Pode integrar:
a cobertura contratada.
Responsabilidade civil
Protege contra determinados danos causados:
a terceiros.
Vidros
Pode incluir itens como:
- para-brisa;
- vidros laterais;
- retrovisores;
- faróis;
- lanternas;
conforme:
o produto.
Assistência
Pode incluir:
- reboque;
- chaveiro;
- pane;
- troca de pneu;
- outros serviços.
Cobertura de terceiros é importante?
Pode ser muito relevante.
Mesmo que o carro segurado possua:
valor relativamente baixo, um acidente pode causar danos a:
- carro de alto valor;
- motocicleta;
- imóvel;
- outra pessoa.
Por isso, ao procurar:
seguro barato, não reduza automaticamente:
a cobertura para terceiros.
Compare:
o limite contratado.
Assistência 24 horas merece atenção especial?
Vale analisar conforme:
a rotina do motorista.
Pergunte:
- quantos quilômetros de guincho?
- há assistência residencial?
- chaveiro?
- pane seca?
- troca de pneu?
- transporte?
- hospedagem?
Não assuma:
que todas as seguradoras oferecem os mesmos serviços.
Carro reserva faz sentido?
Depende.
Um motorista que possui:
outro veículo em casa
pode considerar o carro reserva menos importante.
Já alguém que depende do carro:
para consultas, compromissos e rotina diária
pode valorizá-lo muito mais.
O ponto é:
contratar de acordo com a necessidade real.
Como funciona a franquia?
A franquia é:
a participação do segurado em determinados sinistros de perda parcial.
Um seguro com prêmio mais baixo pode ter:
franquia maior.
Exemplo ilustrativo
Seguro A:
Prêmio anual:
R$ 2.000
Franquia:
R$ 4.500
Seguro B:
Prêmio:
R$ 2.400
Franquia:
R$ 2.700
Pagar menos no prêmio:
não significa necessariamente ter o melhor custo-benefício.
Compare os dois valores.
Idoso deve escolher franquia reduzida?
Não existe resposta universal.
Pode fazer sentido para quem prefere:
maior previsibilidade em sinistros menores.
Mas normalmente isso pode:
aumentar o prêmio.
A escolha depende:
- orçamento;
- valor do carro;
- risco;
- capacidade de pagar a franquia.
O histórico sem sinistro ajuda?
Pode.
No mercado existe:
sistema de bônus, segundo critérios definidos pelas seguradoras.
A Susep esclarece que:
ela não determina as regras de bônus.
Cada seguradora estabelece:
seus critérios, que devem constar da documentação contratual quando aplicáveis.
Por isso, um motorista com longo histórico favorável:
pode se beneficiar, dependendo da companhia.
A idade garante bônus?
Não.
Bônus e idade:
são coisas diferentes.
Não confunda:
ser motorista idoso
com:
possuir determinada classe de bônus.
Como economizar no seguro depois dos 60?
1. Compare várias seguradoras
Essa é provavelmente:
a principal estratégia.
Como cada companhia calcula risco de maneira diferente:
a diferença pode ser relevante.
2. Informe corretamente o uso
Se o carro é utilizado:
somente para lazer, informe isso corretamente.
Não marque uso menor:
se dirige todos os dias.
3. Compare franquias
Uma franquia diferente pode:
alterar significativamente o prêmio.
4. Revise as coberturas
Talvez você não precise:
de todos os adicionais.
Mas não corte proteção importante:
apenas para reduzir alguns reais.
5. Avalie seguro baseado em uso
Se roda pouco, produtos vinculados:
à quilometragem
podem ser interessantes.
6. Preserve seu histórico
Quando houver bônus:
entenda como funciona.
7. Faça cotação todos os anos
Renovação automática sem comparar:
pode fazer você perder uma alternativa melhor.
Existe uma seguradora melhor para idosos?
Não existe:
uma seguradora universalmente melhor para essa faixa etária.
A companhia mais competitiva para um motorista de:
62 anos em São Paulo
pode não ser a mesma para:
um motorista de 72 anos em outra cidade.
Por isso:
cotação é indispensável.
Seguro fica mais barato depois dos 60?
Pode diminuir, aumentar ou permanecer parecido:
dependendo do perfil e da seguradora.
Não existe:
uma curva obrigatória de preço.
O fato de completar:
60 anos
não gera automaticamente:
nova tarifa.
Existe seguro específico para a terceira idade?
Algumas empresas podem utilizar:
campanhas ou produtos comerciais direcionados.
Mas isso não significa existir:
uma categoria regulatória específica de seguro auto para idosos.
A regulamentação atual do grupo automóvel é estruturada principalmente:
pela Circular Susep nº 639/2021.
Como funciona atualmente a renovação da CNH?
Essa parte do artigo antigo também estava:
desatualizada.
O texto dizia:
- até 65 anos: cinco anos;
- acima de 65: três anos.
Essa regra:
não é mais a atual.
O Código de Trânsito Brasileiro hoje estabelece, como regra geral, exame de aptidão física e mental:
Condutores com menos de 50 anos
a cada 10 anos.
Condutores entre 50 e 69 anos
a cada 5 anos.
Condutores com 70 anos ou mais
a cada 3 anos.
Então quem tem 60 anos renova a CNH a cada quanto tempo?
Em regra:
a cada cinco anos.
Isso vale para condutores:
com idade igual ou superior a 50 e inferior a 70 anos.
E depois dos 70?
A regra geral passa a ser:
três anos.
O médico pode estabelecer prazo menor?
Sim.
O Código de Trânsito prevê que os prazos podem ser:
reduzidos por proposta do perito examinador
quando houver indícios de:
- deficiência física ou mental;
- progressividade de doença;
capazes de diminuir:
a capacidade para conduzir o veículo.
Portanto:
10, 5 e 3 anos são prazos gerais, não uma garantia individual absoluta.
Fazer 60 anos exige algum exame especial?
Não existe uma regra geral simplesmente porque:
o motorista completou 60 anos.
A mudança principal de faixa do CTB ocorre:
aos 50 e aos 70 anos.
Avaliações específicas podem decorrer:
da condição individual e da análise médica.
Idoso precisa informar condição de saúde para a seguradora?
Responda:
o que for solicitado de maneira clara e verdadeira no questionário da seguradora.
Não invente nem esconda informações relevantes.
Mas também não presuma que:
toda condição pessoal precisa ser espontaneamente fornecida se não fizer parte da avaliação daquele produto.
Em caso de dúvida:
pergunte à seguradora ou ao corretor.
Seguro pode recusar uma proposta?
Sim.
A Susep informa que a seguradora pode:
analisar o risco e aceitar ou recusar a proposta conforme seus critérios, respeitando as regras do processo de aceitação.
Isso vale:
para diferentes perfis de segurados.
Como saber se a seguradora é autorizada?
Consulte:
os canais oficiais da Susep.
A própria Susep recomenda verificar:
o nome da seguradora antes da contratação.
Não confie apenas:
- no nome do vendedor;
- em anúncio;
- em mensagem de WhatsApp.

Checklist para cotar seguro depois dos 60
Motorista
- Quem realmente é o principal condutor?
- Quanto tempo possui de habilitação?
- Existem outros condutores?
- Jovens usam o veículo?
- O uso mudou recentemente?
Veículo
- Qual modelo e ano?
- Qual é o valor?
- O carro fica em garagem?
- Possui rastreador?
- Quanto roda por mês?
Uso
- Trabalho?
- Lazer?
- Viagens?
- Uso diário?
- Pequena quilometragem?
Coberturas
- Colisão?
- Roubo e furto?
- Incêndio?
- Terceiros?
- Vidros?
- Carro reserva?
Assistência
- Guincho?
- Qual distância?
- Pane?
- Chaveiro?
- Troca de pneu?
Preço
- Comparei mais de uma seguradora?
- Analisei a franquia?
- Existe bônus?
- Comparei o limite para terceiros?
- Analisei preço e cobertura juntos?
Perguntas frequentes
Seguro de carro para idoso é mais barato?
Pode ser em algumas cotações, mas:
não existe regra de desconto automático por idade.
Quem tem mais de 60 anos ganha desconto?
Não obrigatoriamente.
A idade é:
um dos fatores de risco avaliados.
Existe desconto de 20% a 30% para idosos?
Não existe percentual universal ou obrigatório.
Essa afirmação do texto antigo:
não deve permanecer.
O que influencia o preço do seguro?
Entre os fatores estão:
- veículo;
- perfil do motorista;
- idade;
- tempo de habilitação;
- região;
- uso;
- coberturas;
- franquia.
Aposentado paga menos?
Não automaticamente.
Se a rotina resultar em:
menor exposição ao risco, isso pode influenciar determinada cotação.
Dirigir pouco pode reduzir o seguro?
Pode, especialmente em produtos:
baseados na quilometragem ou no uso.
Jovem sempre paga mais?
Não obrigatoriamente.
Cada seguradora:
faz sua própria avaliação.
Um jovem dirigir o carro do idoso muda o preço?
Pode.
A presença de condutores jovens pode:
ser considerada no questionário de risco.
Posso colocar o seguro no nome do meu pai para pagar menos?
Não se ele não corresponder:
ao perfil real informado na contratação.
Fornecer informação inexata pode:
prejudicar a cobertura.
Seguro por quilômetro pode valer para aposentado?
Pode ser interessante:
se o veículo roda pouco, mas precisa ser comparado com outras alternativas.
Quem tem 60 anos renova CNH de quanto em quanto tempo?
Em regra:
a cada cinco anos, porque está na faixa entre 50 e 69 anos.
Quem tem 65 anos renova a cada três anos?
Não pela regra atual.
Uma pessoa de 65 anos está, em regra:
na faixa de renovação de cinco anos.
Quando passa para três anos?
A partir dos:
70 anos.
O médico pode reduzir esse período?
Sim, quando houver:
indicação clínica prevista na legislação.
Seguro fica mais caro aos 70?
Não existe:
regra automática.
Faça:
nova cotação.
Qual seguradora é mais barata para idosos?
Depende:
do perfil e do veículo.
Compare várias companhias.
Conclusão
A ideia de que seguro de carro para idosos é sempre mais barato precisa ser tratada com cuidado.
Pode acontecer?
Sim.
É garantido?
Não.
O texto antigo afirmava que um motorista com 60 anos pagaria:
20% a 30% menos.
Esse percentual não deve continuar no artigo porque:
não existe uma tabela geral de desconto por idade.
A Susep explica que seguradoras utilizam questionários para avaliar:
- idade;
- tempo de habilitação;
- uso do veículo;
- região de circulação;
- características do risco;
e esses fatores podem impactar o valor do prêmio positiva ou negativamente.
Portanto:
a idade importa, mas não decide sozinha.
Também precisava sair a ideia de que:
todo idoso dirige devagar, pouco e com mais prudência.
Alguns motoristas podem ter:
esse perfil de uso.
Outros não.
O seguro precisa avaliar:
a realidade do motorista.
Da mesma forma, não é adequado caracterizar jovens como:
“estressadinhos”, imprudentes ou necessariamente mais expostos.
A seguradora pode considerar idade e perfil:
sem transformar isso em julgamento sobre todos os integrantes de uma faixa etária.
Para pagar menos, a melhor estratégia é:
comparar.
Veja:
- prêmio;
- franquia;
- cobertura para terceiros;
- colisão;
- roubo e furto;
- assistência;
- carro reserva;
- vidros;
- quilometragem.
Para quem utiliza pouco o carro, vale inclusive verificar:
produtos baseados em uso ou quilometragem, que a Susep reconhece atualmente como uma possibilidade no mercado.
E a parte sobre CNH também precisava ser atualizada.
Hoje, a regra geral é:
- menos de 50 anos: 10 anos;
- de 50 a 69 anos: 5 anos;
- 70 anos ou mais: 3 anos.
Esses períodos podem ser reduzidos:
por indicação do perito examinador nas hipóteses previstas pelo Código de Trânsito.
Portanto, para um motorista de 60, 65 ou 68 anos:
a regra geral atual é renovação a cada cinco anos.
Por fim, não procure simplesmente:
“seguro para idoso”.
Procure:
o seguro que melhor combina com o uso real do veículo.
Uma pessoa que dirige:
duas vezes por semana
pode precisar de uma estrutura diferente de quem:
viaja todos os meses.
É isso que deve orientar:
a cotação.
Quer descobrir quanto custa proteger seu carro? Faça uma cotação e compare seguradoras, coberturas e franquias de acordo com seu perfil.

Sobre o conteúdo
Redação segurodeautomovel.org
Conteúdo atualizado em 9 de outubro de 2026, considerando as orientações atuais da Susep sobre seguro automóvel e as regras vigentes do Código de Trânsito Brasileiro para renovação dos exames de aptidão.
As fontes atuais confirmam que:
- a idade pode fazer parte da avaliação de risco do seguro auto;
- o prêmio é definido a partir do risco e das informações fornecidas sobre veículo, segurado e condutor;
- a Susep não estabelece uma tabela obrigatória de preços para seguro automóvel;
- existem produtos cujo preço considera também o uso ou a quilometragem;
- alterações relevantes no perfil devem ser comunicadas à seguradora;
- condutores de 50 a 69 anos possuem, em regra, prazo de cinco anos para o exame de aptidão;
- a partir dos 70 anos, o prazo geral passa a três anos;
- esses intervalos podem ser reduzidos por indicação médica nas hipóteses previstas.
Este conteúdo é informativo. O preço do seguro é individual e pode variar significativamente entre seguradoras, veículos, regiões, coberturas e perfis de uso.
Conversa
O que você acha?
Sua pergunta pode ajudar outras pessoas a entender melhor o consórcio.