Comprar um carro à vista nem sempre é possível. Por isso, quem pretende adquirir um veículo novo ou usado costuma pesquisar alternativas para parcelar a compra.
Entre as opções mais conhecidas estão:
- financiamento por CDC;
- leasing;
- consórcio.
Mas existe uma diferença importante logo no começo:
nem todas essas alternativas são tecnicamente tipos de financiamento.
O CDC funciona como uma operação de crédito destinada à compra do veículo.
O leasing é uma modalidade de arrendamento mercantil: a instituição adquire o bem e permite que o cliente utilize o veículo durante determinado período, com possibilidade de compra conforme o contrato.
Já o consórcio funciona por autofinanciamento coletivo e exige contemplação antes da utilização da carta de crédito.
Por isso, decidir qual alternativa é melhor depende principalmente de:
- quanto você pode dar de entrada;
- quando precisa do carro;
- quanto consegue pagar por mês;
- custo total da operação;
- prazo;
- capacidade de esperar.
Atualizado em 8 de outubro de 2026 · Leitura de aproximadamente 13 min · Conteúdo informativo
Resposta rápida
Se você precisa do carro imediatamente, o financiamento por CDC costuma ser uma das alternativas mais diretas, desde que o crédito seja aprovado.
O leasing continua existindo no Brasil, inclusive com instituições de arrendamento mercantil registradas no Banco Central, mas possui uma estrutura diferente do financiamento tradicional: o bem pertence ao arrendador durante o contrato.
Já o consórcio pode fazer sentido quando você consegue esperar pela contemplação. Ele não cobra juros remuneratórios típicos de financiamento, mas possui taxa de administração e pode incluir fundo de reserva, seguro e reajustes.
De forma resumida:
| Alternativa | Compra imediata | Juros | Contemplação | Propriedade durante o contrato |
|---|---|---|---|---|
| CDC | Normalmente após aprovação | Sim | Não | Comprador, com garantia sobre o veículo |
| Leasing | Uso após contratação | Estrutura financeira própria | Não | Arrendador |
| Consórcio | Não garantida | Não funciona com juros de financiamento | Sim | Após aquisição, conforme estrutura e garantias |
Quer comparar antes de decidir? Simule seu consórcio e veja se esperar pela contemplação faz sentido para o seu planejamento.
Neste artigo
- Quais são as principais formas de comprar carro parcelado
- O que é CDC
- Como funciona a entrada
- Por que o CET importa
- Como funciona o leasing
- Leasing financeiro e operacional
- Como funciona o consórcio
- Consórcio não é financiamento
- Qual opção permite comprar imediatamente
- Qual pode custar menos
- Carro novo ou usado
- Comparação entre CDC, leasing e consórcio
- Quando cada alternativa pode fazer sentido
- O que verificar antes de assinar
- Perguntas frequentes
Quais são os principais tipos de financiamento de carro?
Quando alguém pesquisa “tipos de financiamento de carro”, normalmente está tentando descobrir:
qual é a melhor maneira de parcelar um veículo.
No mercado, as alternativas mais conhecidas são:
CDC
Crédito concedido por instituição financeira para:
comprar o veículo.
Leasing
Contrato de:
arrendamento mercantil.
Consórcio
Sistema de:
autofinanciamento coletivo.
É importante fazer essa distinção porque o texto antigo colocava as três alternativas como se todas fossem:
empréstimos para comprar carro.
Não são.
O Banco Central diferencia empréstimo, financiamento e arrendamento mercantil. No financiamento, o crédito é concedido para comprar um bem específico; no leasing, uma instituição adquire o bem e cede seu uso por determinado período.
O consórcio, por sua vez, não é uma operação de crédito tradicional: os participantes se autofinanciam coletivamente dentro de um grupo.

O que é financiamento por CDC?
CDC significa:
Crédito Direto ao Consumidor.
É uma das formas mais conhecidas de financiar um veículo.
Na prática, uma instituição financeira libera o crédito necessário para a aquisição do automóvel e o consumidor paga:
prestações ao longo do prazo contratado.
O veículo normalmente funciona como:
garantia da operação.
O Banco Central explica que, nos financiamentos de automóveis, o bem adquirido costuma ser utilizado como garantia do contrato.
Como funciona o CDC para comprar carro?
Imagine que você pretende comprar um veículo de:
R$ 100 mil.
Você possui:
R$ 30 mil de entrada.
Então precisa financiar:
R$ 70 mil.
A instituição irá analisar:
- seu cadastro;
- renda;
- histórico de crédito;
- valor do veículo;
- prazo solicitado;
- entrada;
- outras informações de risco.
Se a operação for aprovada, esses R$ 70 mil serão financiados.
Você passa a pagar:
principal + juros + demais custos da operação.
É possível financiar sem entrada?
Pode existir uma proposta que financie:
grande parte ou até a totalidade do preço do veículo.
Mas isso não é:
um direito do consumidor ou uma condição universal.
A aprovação depende:
- da instituição;
- do perfil do cliente;
- do carro;
- das políticas de crédito.
Portanto, não mantenha a frase antiga:
“você sai com o veículo mesmo sem dar entrada”.
O correto é:
algumas instituições podem oferecer financiamento sem entrada, sujeito à análise de crédito.
Quanto maior o prazo, maior será o custo?
Normalmente, aumentar o prazo faz com que os juros incidam:
por mais tempo.
Isso pode elevar o valor total desembolsado.
Mas não basta comparar:
quantidade de parcelas.
Também é necessário verificar:
a taxa e o Custo Efetivo Total.
O que é CET?
CET significa:
Custo Efetivo Total.
Ele reúne os principais custos envolvidos na operação, incluindo:
- juros;
- tarifas;
- tributos;
- seguros vinculados quando aplicáveis;
- outras despesas cobradas.
O Banco Central determina que a instituição informe o CET nas operações abrangidas pelas regras, justamente para facilitar a comparação entre propostas.
Exemplo
Banco A:
juros de 1,49% ao mês
Banco B:
juros de 1,45% ao mês
À primeira vista:
B parece mais barato.
Mas, se B tiver:
- tarifas maiores;
- despesas adicionais;
- seguro financiado;
o CET pode ficar:
maior que o do Banco A.
Por isso, compare:
CET contra CET.
Posso pagar quase o dobro do carro?
Pode acontecer em determinadas operações de longo prazo e com juros altos, mas não deve ser apresentado como:
uma regra geral.
O valor final depende de:
- taxa de juros;
- CET;
- entrada;
- prazo;
- valor financiado.
Em vez de afirmar:
“um carro de R$ 30 mil pode acabar custando quase R$ 60 mil”
sem uma simulação real, é melhor:
calcular a proposta específica.
O carro fica no meu nome no CDC?
A compra é feita pelo consumidor, mas o veículo normalmente fica:
vinculado à garantia da operação.
Enquanto existir saldo devedor, haverá restrições ligadas ao financiamento.
Depois da quitação:
a garantia é regularizada conforme os procedimentos aplicáveis.
Posso vender um carro financiado?
Não é tão simples quanto vender:
um veículo totalmente quitado e livre de garantia.
É necessário tratar:
- saldo devedor;
- instituição credora;
- regularização da garantia.
Antes de vender:
consulte o banco ou financeira.
Posso antecipar um financiamento?
Sim.
Em operações de crédito, a quitação antecipada pode reduzir:
encargos futuros, conforme as regras aplicáveis.
Por isso, quem recebe um dinheiro extra pode avaliar:
- amortização parcial;
- quitação.
Como funciona o leasing de carro?
Leasing é:
arrendamento mercantil.
O Banco Central explica que, nessa modalidade, uma instituição financeira compra o bem escolhido pelo cliente e permite:
seu uso por determinado período.
Durante o contrato:
a propriedade permanece com o arrendador.
Isso diferencia o leasing:
do financiamento por CDC.
Leasing é como aluguel?
Existe alguma semelhança na lógica de uso, mas chamar simplesmente de:
“aluguel de carro”
pode simplificar demais.
O correto é:
arrendamento mercantil.
O cliente usa o bem conforme as condições do contrato e pode existir:
opção de compra ao final.
Quais são os tipos de leasing?
O Banco Central diferencia:
Leasing financeiro
O cliente normalmente possui intenção de adquirir:
o bem ao final.
A opção de compra é prevista no contrato.
Leasing operacional
A intenção inicial pode ser:
utilizar o bem sem necessariamente comprá-lo.
Ao fim do contrato, podem existir alternativas como:
- devolver;
- prorrogar;
- comprar pelo valor aplicável.
O leasing é só para empresas?
Não.
Pessoa física também pode:
participar de operações compatíveis, conforme oferta da instituição.
Porém, atualmente o leasing não deve ser apresentado como se tivesse:
a mesma presença no varejo automobilístico que o financiamento tradicional.
O Banco Central ainda lista sociedades de arrendamento mercantil em atividade em 2026, inclusive instituições ligadas a bancos e fabricantes.
Leasing sempre tem juros menores?
Não.
Essa afirmação do texto antigo:
precisa sair.
Não existe regra universal dizendo que:
leasing sempre custa menos que CDC.
No leasing financeiro também existe:
custo financeiro.
O próprio Banco Central explica que os pagamentos do leasing financeiro devem proporcionar à arrendadora retorno sobre os recursos utilizados, inclusive remuneração financeira.
Por isso:
compare o CET e as condições da proposta.
Leasing sempre tem parcela menor?
Também não.
Isso depende:
- prazo;
- estrutura do contrato;
- valor residual;
- custos;
- veículo;
- instituição.
Nunca escolha apenas:
pela parcela mensal.
O que é valor residual?
No leasing financeiro pode existir:
Valor Residual Garantido — VRG.
É um valor relacionado:
à opção de compra do bem, conforme contrato.
Esse item precisa ser compreendido antes da adesão.
Não olhe apenas:
a prestação mensal do arrendamento.
Como funciona o consórcio de carro?
O consórcio funciona de uma maneira bastante diferente.
Não existe:
um banco emprestando imediatamente todo o dinheiro para você comprar o carro.
Os participantes entram em um grupo e pagam as contribuições previstas no contrato.
Esses recursos alimentam:
o fundo do grupo.
A utilização da carta depende de:
contemplação.
Segundo o Banco Central, ela ocorre:
- por sorteio;
- por lance;
e depende da existência de recursos no grupo.
Consórcio é financiamento?
Não.
Essa é uma das principais correções do texto antigo.
Consórcio é:
autofinanciamento.
Por isso, o título “tipos de financiamento” pode continuar porque corresponde à linguagem de busca do consumidor, mas dentro do conteúdo precisamos deixar claro:
consórcio é uma alternativa ao financiamento, não um financiamento propriamente dito.
Consórcio cobra juros?
Não funciona com:
juros remuneratórios típicos do CDC.
Porém, isso não significa:
“você paga apenas o valor do veículo e nada mais”.
Essa frase antiga está incorreta.
Quais custos existem no consórcio?
Podem existir:
- taxa de administração;
- fundo de reserva, se previsto;
- seguro, se previsto;
- outras despesas admitidas no contrato.
O Banco Central exige que a prestação inicial seja discriminada, separando componentes como fundo comum, fundo de reserva, taxa de administração e seguro, quando houver.
Existe taxa de entrada?
Não deve ser apresentada como:
uma taxa genérica para “entrar no grupo”.
O Banco Central informa que não pode ser cobrada:
taxa de adesão.
Pode haver:
- primeira prestação;
- antecipação de parte da taxa de administração, nas condições permitidas.
A parcela do consórcio é fixa?
Não necessariamente.
O crédito possui:
regra de atualização prevista no contrato.
Se o valor de referência for atualizado:
a prestação pode mudar.
Portanto, não compare:
parcela atual do consórcio
contra:
parcela fixa do financiamento
sem verificar como cada contrato funciona.
Preciso esperar até o último mês?
Não necessariamente.
Você pode ser contemplado:
antes do encerramento do grupo.
Isso pode acontecer por:
- sorteio;
- lance.
Posso ser contemplado no primeiro mês?
Pode.
Mas:
não existe garantia.
Posso chegar ao final sem ter sido contemplado antes?
Pode acontecer de a contemplação ocorrer:
mais perto do fim.
Quem contrata consórcio precisa:
estar preparado para esperar.
Como funciona o lance?
Lance é:
uma oferta para disputar a contemplação.
Pode haver, dependendo do grupo:
- lance livre;
- lance fixo;
- lance embutido.
Lance garante contemplação?
Não.
Nunca contrate com base em uma promessa como:
“com 30% você será contemplado”.
O histórico de lances pode:
servir de referência.
Mas não é:
garantia de resultado futuro.
O que é lance embutido?
É utilizar:
parte da própria carta de crédito
na oferta.
O valor utilizado no lance vencedor:
é deduzido do crédito disponível.
Exemplo
Carta:
R$ 100 mil
Lance embutido:
R$ 20 mil
Crédito disponível depois:
R$ 80 mil
Se o carro custa:
R$ 95 mil
o comprador ainda precisará:
complementar R$ 15 mil.
Consórcio é sempre a opção mais barata?
Não.
Essa conclusão do texto antigo:
não deve ser mantida.
O fato de o consórcio não possuir juros de financiamento não permite concluir automaticamente que:
sempre será financeiramente melhor.
É necessário considerar:
- taxa de administração;
- reajustes;
- fundo de reserva;
- seguro;
- espera pela contemplação;
- custo de oportunidade;
- eventual lance.
Qual alternativa permite sair com o carro imediatamente?
CDC
Em geral:
sim, depois da aprovação, contratação e conclusão da compra.
Leasing
O cliente recebe:
o direito de uso do bem dentro do contrato.
Consórcio
Somente depois:
da contemplação e do cumprimento dos procedimentos para liberação da carta.
Essa diferença é uma das mais importantes na decisão.
E depois de ser contemplado?
A contemplação não significa:
dinheiro automaticamente disponível.
O contrato deve prever procedimentos para:
- documentos;
- avaliação;
- garantias;
- identificação do veículo;
- pagamento ao vendedor.
A regulamentação também exige avaliação da capacidade de pagamento do consorciado na adesão e na contemplação.
Posso comprar carro usado?
CDC
Pode haver financiamento:
de veículos usados, dependendo da política da instituição, idade e condição do carro.
Leasing
Depende:
da operação oferecida.
Consórcio
Pode haver aquisição de veículo usado:
conforme as condições do contrato e da administradora.
Não existe uma única regra comercial de idade:
válida para todas as empresas.
Financiamento de carro novo ou usado: muda alguma coisa?
Pode mudar bastante.
Instituições podem aplicar condições diferentes conforme:
- idade do veículo;
- valor;
- entrada;
- perfil do cliente;
- prazo;
- risco da operação.
Um carro mais antigo pode:
- ter prazo menor;
- exigir entrada diferente;
- ter taxa diferente;
- nem ser aceito por determinada instituição.
Por isso:
faça a simulação do veículo real.
CDC, leasing ou consórcio: qual é melhor?
Não existe uma opção universalmente melhor.
CDC pode ser interessante para quem:
- precisa comprar imediatamente;
- foi aprovado;
- possui entrada;
- encontrou CET competitivo.
Leasing pode ter aderência quando:
- existe oferta adequada;
- a estrutura de arrendamento faz sentido;
- o uso do veículo dentro dessa modalidade é desejado.
Consórcio pode fazer sentido quando:
- você consegue esperar;
- não depende de uma data certa;
- encontrou taxa de administração competitiva;
- aceita reajustes;
- entende a contemplação.
Comparação: CDC x leasing x consórcio
| Critério | CDC | Leasing | Consórcio |
|---|---|---|---|
| Natureza | Crédito | Arrendamento mercantil | Autofinanciamento |
| Compra imediata | Normalmente sim após aprovação | Uso do veículo após contratação | Não garantida |
| Contemplação | Não | Não | Sim |
| Juros | Sim | Há custo financeiro | Não possui juros remuneratórios típicos |
| CET | Deve ser analisado | Aplicável em operações abrangidas | Não funciona como CET de crédito |
| Entrada | Pode haver | Depende do contrato | Não funciona da mesma forma |
| Propriedade durante contrato | Comprador, com garantia | Arrendador | Depende da fase/operação |
| Sorteio | Não | Não | Sim |
| Lance | Não | Não | Pode existir |
| Data da compra | Mais previsível | Contrato de uso | Incerta antes da contemplação |
| Taxa de administração | Não é a estrutura típica | Não é taxa de consórcio | Sim |
| Reajuste | Conforme contrato | Conforme contrato | Pode existir |
| Melhor para urgência | Maior aderência | Depende | Menor aderência |
Como comparar CDC corretamente?
Peça ao banco ou financeira:
- valor financiado;
- entrada;
- prazo;
- taxa mensal;
- taxa anual;
- CET;
- valor de cada parcela;
- valor total a pagar.
O Banco Central orienta que o CET seja usado justamente:
para comparar propostas de crédito.
Como comparar leasing?
Analise:
- prazo;
- pagamentos;
- CET, quando aplicável;
- propriedade;
- valor residual;
- opção de compra;
- condições de devolução.
Não escolha apenas porque:
“a mensalidade ficou menor”.
Como comparar consórcio?
Verifique:
- valor da carta;
- prazo;
- taxa de administração total;
- fundo de reserva;
- seguro;
- reajuste;
- tipos de lance;
- regras de contemplação;
- garantias pós-contemplação.
Exemplo: comprador que precisa do carro agora
Imagine que você conseguiu:
um novo emprego
e precisa do carro em:
20 dias.
Nesse cenário, um consórcio ainda não contemplado apresenta:
um problema de prazo.
Mesmo que tenha custo competitivo:
não existe garantia de contemplação em 20 dias.
Um financiamento aprovado pode:
ter maior aderência.
Exemplo: comprador planejando troca futura
Agora imagine que:
- seu carro atual está funcionando;
- você quer trocar daqui a três anos;
- não existe urgência.
Nesse caso:
consórcio pode entrar com mais força na comparação.
Você consegue:
- participar do grupo;
- formar recursos para um lance;
- esperar.
Exemplo: comparar somente a parcela
Opção A
CDC:
R$ 1.900 por mês
Opção B
Consórcio:
R$ 1.300 por mês
Isso não significa:
que o consórcio é automaticamente melhor.
Pode haver diferenças em:
- prazo;
- crédito;
- reajuste;
- taxa;
- disponibilidade imediata do carro.
Compare sempre:
produto completo.
É melhor dar uma entrada maior?
No CDC, uma entrada maior normalmente reduz:
o valor que será financiado.
Consequentemente, pode reduzir:
o volume total de juros e encargos, dependendo da proposta.
Mas não use:
toda a reserva de emergência
só para aumentar a entrada.
A compra do carro também traz despesas como:
- seguro;
- documentação;
- manutenção;
- combustível;
- impostos.
O carro cabe no seu orçamento além da parcela?
Essa pergunta é tão importante quanto:
qual financiamento escolher.
Considere:
- prestação;
- seguro;
- IPVA;
- combustível;
- manutenção;
- estacionamento;
- pneus.
Um financiamento aprovado:
não significa automaticamente que a compra é confortável para sua renda.
O que verificar antes de assinar um financiamento?
Instituição
Verifique:
- banco;
- financeira;
- contrato;
- canais oficiais.
Taxa
Não olhe apenas:
“juros a partir de”.
CET
Veja:
o custo real da operação.
Prazo
Quanto maior:
mais tempo você permanece comprometido.
Valor total
Pergunte:
“quanto terei pago no final?”

O que verificar antes de fazer consórcio?
- administradora autorizada pelo Banco Central;
- valor da carta;
- prazo;
- taxa de administração;
- fundo de reserva;
- seguro;
- reajuste;
- sorteio;
- lance;
- garantias;
- desistência;
- restituição.
Não escolha só pela propaganda
Frases como:
“financiamento sem entrada”
ou:
“consórcio sem juros”
não são suficientes para decidir.
Pergunte sempre:
quanto custa no total e quando terei acesso ao veículo?
Essas duas perguntas eliminam grande parte da confusão.
Perguntas frequentes
Quais são os tipos de financiamento de carro?
O financiamento tradicional por CDC é uma das principais operações de crédito para compra de veículo. O leasing é arrendamento mercantil. O consórcio costuma entrar na comparação, mas tecnicamente é autofinanciamento, e não financiamento.
O que é CDC?
É o Crédito Direto ao Consumidor utilizado para financiar a compra de um bem, como um veículo.
Financiamento CDC tem juros?
Sim.
Por isso é importante comparar:
taxa e CET.
O que é CET?
É o Custo Efetivo Total, que reúne juros, tarifas, tributos e outras despesas da operação.
Posso financiar sem entrada?
Pode haver ofertas sem entrada, mas:
depende da análise e das condições da instituição.
O que é leasing?
É um arrendamento mercantil em que a instituição adquire o bem e concede seu uso ao cliente durante determinado período.
O carro fica no nome de quem no leasing?
Durante o contrato:
a propriedade pertence ao arrendador.
Leasing tem juros menores?
Não existe regra universal.
Compare:
o custo concreto da proposta.
Consórcio é financiamento?
Não.
É:
autofinanciamento coletivo.
Consórcio tem juros?
Não possui juros remuneratórios típicos de financiamento.
Mas possui:
taxa de administração e possíveis outros custos.
Consórcio paga somente o valor do carro?
Não.
Essa afirmação está incorreta.
A parcela do consórcio pode mudar?
Sim.
O valor pode ser atualizado:
conforme a referência prevista no contrato.
Consórcio permite comprar o carro imediatamente?
Não existe garantia.
Primeiro é necessário:
ser contemplado.
Posso ser contemplado no primeiro mês?
Pode.
Mas:
não há garantia.
Lance garante contemplação?
Não.
Lance embutido diminui a carta?
Sim.
Qual é melhor: financiamento ou consórcio?
Depende principalmente:
- da urgência;
- do custo;
- do prazo;
- do seu orçamento.
Qual é melhor para quem precisa do carro agora?
O financiamento aprovado normalmente oferece:
maior previsibilidade de compra imediata.
Qual é melhor para quem pode esperar?
O consórcio pode:
entrar com mais força na comparação.
Conclusão
Quem procura os tipos de financiamento de carro costuma encontrar três nomes:
- CDC;
- leasing;
- consórcio.
Mas é importante separar:
modalidades diferentes.
O CDC é uma operação de crédito.
A instituição financia a compra do veículo e o consumidor devolve:
o valor financiado acrescido dos custos do contrato.
Antes de assinar, compare:
CET, entrada, prazo, parcela e valor total.
O Banco Central recomenda utilizar o CET porque ele reúne:
juros e demais despesas da operação.
O leasing é:
arrendamento mercantil.
A instituição é proprietária do bem durante o contrato e concede:
seu uso ao arrendatário.
Ao final, as possibilidades dependem:
da modalidade e das condições contratuais.
Já o consórcio não é financiamento.
É:
autofinanciamento coletivo.
Ele pode ser interessante quando:
- você consegue esperar;
- não precisa do veículo imediatamente;
- aceita a incerteza da contemplação;
- encontrou um plano competitivo.
Mas retire do texto antigo a ideia:
“no final você paga exatamente o valor do carro e nada mais”.
Existem:
- taxa de administração;
- possíveis fundos;
- seguros;
- reajustes.
Outro ponto que precisa sair é:
“leasing sempre possui juros e parcelas menores que CDC”.
Essa conclusão depende:
da proposta concreta.
Não existe modalidade universalmente mais barata.
A comparação mais segura é:
Se precisa do carro agora
Analise:
CDC e outras linhas de crédito disponíveis, olhando principalmente o CET.
Se existe uma proposta de leasing adequada
Compare:
custo, prazo, propriedade e opção de compra.
Se consegue esperar
Inclua:
consórcio na comparação.
No final, a escolha não deve ser baseada apenas em:
“qual possui a menor parcela?”
Compare:
quando você recebe o carro + quanto paga + por quanto tempo + quais riscos assume.
Essa é a forma mais segura de decidir.
Consegue esperar pela contemplação? Simule seu consórcio e compare carta, prazo e parcela antes de escolher entre consórcio e financiamento.

Sobre o conteúdo
Redação Consorcio.org
Conteúdo atualizado em 8 de outubro de 2026, com base nas orientações atuais do Banco Central sobre empréstimos, financiamentos, arrendamento mercantil e Sistema de Consórcios.
As fontes atuais confirmam que:
- financiamento é crédito destinado à compra de um bem;
- leasing é arrendamento mercantil e a propriedade do bem fica com o arrendador durante o contrato;
- existem leasing financeiro e operacional;
- sociedades de arrendamento mercantil continuam registradas no Banco Central em 2026;
- o CET reúne juros, tarifas, tributos e demais despesas da operação de crédito;
- consórcio é autofinanciamento coletivo;
- a contemplação ocorre por sorteio ou lance;
- lance embutido reduz o crédito disponível;
- a prestação do consórcio pode incluir taxa de administração, fundo de reserva e seguro, quando previstos.
Este conteúdo é informativo. Taxas de juros, CET, entrada, prazo, critérios de aprovação, taxa de administração e demais condições variam conforme instituição, administradora, cliente e veículo. Consulte a proposta e o contrato antes da contratação.
Conversa
O que você acha?
Sua pergunta pode ajudar outras pessoas a entender melhor o consórcio.